Hércules Azevedo Desejo Poetizar
Vivo poetizo
Textos
Moral e poética
Minha moral, minha verve,
A ti serve.
Serve! Para mal dizer aquilo que você persegue.
Minha vida, meu labor,
Meu suor, quanta dor,
Por trezentos e sessenta e cinco dias ano,
Sem contrato, carteira, direitos humanos.
Tua classe me explora e diz que a moral serve ao humano.
Poeticamente é para isso que a moral serve?
Minha Lida, meu suor, como sangria é consumida,
Bebida... Degustada por suposta gente de bem,
Servida.
Sem presente, sem futuro. Qual é a moral dessa gente de classe?
Eu sei! Aquela que consome tudo.
Ora bolas, como é bom o lucro, Esteticamente está é a beleza da moral.
Eu juro! - Jura?
Acredito que tenho a verdade no bolso, no cartão, em minhas ações na Bolsa. Por mérito!
- Sei que não me diz a verdade, vive da exploração a juros.
Protesto! Li Weber e compreendi em que se baseia a ética protestante e sua moral.
É fato, o protestante vive para a rígida acumulação e conservação do patrimônio puro.
- Jura?
Juro.
Hércules Azevedo
Enviado por Hércules Azevedo em 22/07/2020
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